Golden Slumbers

Não se sabe ao certo se é alguma área desconhecida dos nossos cérebros, ou se de louco todo mundo tem um pouco, ou se é o tal pozinho misterioso que jogam nos nossos olhos quando a gente dorme, mas uma coisa é certa: ninguém compete com o universo dos sonhos. As composições mais absurdas, as situações mais imprevisíveis, e as situações mais inimagináveis que alguém poderia imaginar, e você pode ver sempre na mesma hora, no mesmo canal, é só fechar os olhos e se render ao sono. Alguém ainda duvida do meu fascínio por isso tudo? As dobrinhas criativas do encéfalo criadoras de sonhos são meu maior parque de diversões!
Eis que em novembro de 2009, discutindo sobre um sonho de uma amiga sobre alienígenas invadindo um bar quando ela estava pedindo um autógrafo para o Ricky Martin , descubro a história de uma fotógrafa alemã, influenciada pela tradição surrealista, que fez uma mistura de arte com psicanálise e criou uma série de 148 imagens inspiradas em sonhos. Leitoras enviavam cartas contando seus sonhos e com a ajuda do psicólogo Gino Germani , a fotógrafa analisava os sonhos, os interpretava e criava fotomontagens. A fotógrafa, Grete Stern (1904-1999) acabou por me influenciar na época, e resolvi seguir seus passos e fazer a série Golden Slumbers com a mesma idéia, mas no meu estilo.
Foi interessante observar como os sonhos que, quando analisados superficialmente, sugerem apenas cenas bizarras e improváveis, na realidade são frutos do funcionamento inconsciente que age sobre restos diurnos mal digeridos e situações de angústia, expondo desejos quase que explicitamente. A versatilidade, que muitas vezes beira o absurdo, quando analisada num quadro geral mostra muito mais do que idéias desconexas. Ao fim da série, que durou 6 meses, eu pude ver que as fotos me contavam claramente como eu lidei com uma época complicada da minha vida. Foi quase que uma auto-terapia em forma de fotografia.
Análises e Ciganas a parte, na série a água representa, como na linguagem dos sonhos, o nosso inconsciente. A série passa por um mergulho nesse universo até o momento final, que seria o despertar. Este momento foi retratado por um fenômeno que acontece muito comigo, chamado Catalepsia Projetiva, que é a paralisia do nosso corpo quando despertamos abruptamente e a mente desperta mas o mecanismo da paralisia que temos quando dormimos ainda não foi desativado. É um fenômeno bem perturbador, ainda mais pra quem não está familiarizado, principalmente pelas alucinações que acontecem nessa mistura do mundo dos sonhos e da realidade.
Para ver as fotos da série, clique AQUI.
There is no pain, you are receding
A distant ship smoke on the horizon
You are only coming through in waves
Your lips move but I can’t hear what you’re saying
Under the surface trying to break through
Deciphering the codes in you
I need a compass, draw me a map
I’m on the top, I can’t get back
When everything is lost, does it really matters who is winning?
I’m not afraid of anything in this world
There’s nothing you can throw at me that I haven’t already heard
I’m just trying to find a decent melody
A song that I can sing in my own company
“Since the day she saw him walking away
Now she’s left cleaning up the mess he made”
So roll up and see
How they rape the universe
How they’ve gone from bad to worse
Who are these men of lust, greed, and glory?
Rip off the masks and let’s see.
Is it any wonder I feel afraid?
“And I push her to her limit, to see if she will break”.
Gonna free fall out into nothin’
Gonna leave this world for a while
The sweet smell of a great sorrow lies over the land
Plumes of smoke rise and merge into the leaden sky:
A man lies and dreams of green fields and rivers,
But awakes to a morning with no reason for waking.










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